Uma pausa

and here I lay.
This one has been sitting on my desktop for awhile, waiting to be posted. Some images need time for me to digest and absorb and to revisit again in the future before it’s ready to be displayed. I guess there’s a time for everything…
Precisava dormir um pouco, parar de pensar em coisas que a perturbavam. Tudo passou tão de repente. Ela que sempre se considerou feliz, não sabia definir seu estado de espírito. Deitada na cama, protelava suas tarefas... as datas se acumulavam e ela inerte. Se pudesse pararia o tempo só para poder ter um pouco mais daquilo... Daquele momento de tranqüilidade. Se possível tomaria um remédio para o esquecimento. As palavras que não eram pronunciadas estavam adormecidas, as lágrimas que escorriam de seus olhos eram conseqüências destas. Inauditas, encafurnadas, como algo que apenas ela poderia saber, sentir. Qual o remédio para esse mal? Será mesmo mal? Qual o sentido disso tudo? Terá um fim? Se sim, quando?
...
”Qualé, Andréa, não vai sair da cama hoje?”, diz Paulo invadindo o quarto de supetão. Ela se cobre com o lençol. Ainda estava de pijama. “Já te vi com bem menos que isso”, diz lembrando do passeio na piscina domingo passado. “Vim te tirar dessa fossa!”. Ela cobre o rosto em sinal de recusa. “Para com isso, Andréa! Ah, não acredito que você estava chorando!”, diz descobrindo o rosto da amiga. “Aquele imbecil não merece nem que você sequer pense nele, ok? Quantas vezes preciso repetir que ele não te mereceu, que ele é um babaca e idiota”. “Babaca e idiota querem dizer a mesma coisa”, diz ela com um sorriso. “Eu sei, falei isso só para frisar”. Andréa, apesar de não querer, saiu de casa. “Shopping é uma boa?”, pergunta ele confuso. Não sabia direito para onde garotas gostavam de ir “Não, melhor o zoológico”. “Ok, Senhorita. Hoje serei seu guia”. 

“Olha, aquele parece o Elizeu”, disse na tentativa de arrancar um sorriso da amiga. Sabia que depreciar o ex-namorado a fazia sorrir. E ele gostava disso, estranhamente...Foi um dia com muitos sorrisos e conversa descontraída. Quase a fez esquecer do por que de estar triste.
 ...
Era muito calada. Talvez fosse esse o motivo de sempre ser alvo dos caras errados, a garota boazinha. Paulo achava sua timidez um charme. Gostava de vê-la com o rosto rubro após um simples elogio como “você está bonita”.  

♤♤♤
Fiquei com muita vergonha ao reler esse conto (risos). Ele data de 14/06/2008 e é todo nessa ~vibe romântica~. Estou postando porque não pude compor nada novo. P.S.: Temos um Twitter para o blog :)

Comentários

  1. Gosto de ver seus "contos estoque" aqui no blog de vez em nunca. É um conto bem fofo. Achei que ia virar uma depressão, mas é bem... normal. Talvez a melhor parte desse conto. Não é muito puxado pra tristeza, nem muito puxado pros momentos felizes. Os acontecimentos vem e vão, e a vida continua. Bem próximo da realidade. Essa Andréa parece super legal :3

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    1. Ficou bem no ~limiar~ entre a tristeza e a recuperação de um rompimento. Obrigada pelo elogio, filhote. ≧▽≦. O problema com meus contos antigos que é olho para eles e sinto vergonha. Não são bons como deveriam, é tudo muito imaturo, bobo e apaixonado. (*´ο`*)=3

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    2. Imaturidade é bom de vez em nunca. De nada moça, você merece mais que isso

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  2. Agrada-me a atmosfera corriqueira e natural do conto Emilie, é quase uma crônica referente às inúmeras situações semelhantes que muitos passam, é o que acontece, sem rodeios, sem reviravoltas ou sacadas mirabolantes. Realisticamente simples.
    Ah é gostoso olhar os textos antigos e perceber o quanto a gente mudou ou não a partir deles rsrs
    Beijos

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    1. EXATO. Eu nunca olho os meus porque.... porque não

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    2. CHORANDO com esse seu comentário, Felipe. (Só não sei se eu mudei, Vitor :(. Meio difícil julgar a si mesmo...).

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    3. Chorar de emoção, de tristeza ou de rir? I mean, really. A minha imagem purpurinosa sugere "rir", mas vai saber

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  3. Que delicadeza esse conto. Quase me senti dentro do quarto com eles!
    Tirar coisas do baú pode ser muito bom e surpreendente... me deu vontade de olhar minhas coisas antigas também...
    :*

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  4. não estou acostumado com palavras e situações tão triviais, momentos e realidades humanas, mas é gostoso apreciar isto, confesso que o texto passa o tipo de sentimento que muitos já tivemos, não só do ponto de vista depressivo por outrora da garota, mas pela potencial paixão que cresce no amigo, seja para a amizade ou algo mais... eu como sempre vendo milhões de lados rs

    ficou maravilhoso

    *.*
    xoxo

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  5. Ah, eu achei esse texto amorzinho ♥ Adoro como ele me faz pensar que essa cena muito poderia estar acontecendo agora, com um casal de amigos qualquer a andar no zoológico (e ai, sou romântica em excesso, já vi esses amigos se gostando, hahahaha!). Gosto também de ser um texto curto mas onde a cena vai mudando - podia ser simplesmente uma cena onde nossa amiga passaria o dia na cama refletindo e chorando horrores, mas terminou bonitinho, graças a um herói sucesso (porque amigos que nos salvam do chororô são heróis de verdade!).

    Beijo :)

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  6. a "mocidade" nos faz leves, por isso um jeito "esperançoso" de escrever, sempre com uma pegada de "esse não deu certo, o proximo vai dar", "tou morrendo agora, só que não", "voce foi a melhor pior coisa da minha vida, por que vem outra melhor pior coisa logo em seguida", e por ai vai... é contemporaneo, pois continua acontecendo. Adapta-se os lugares, adiciona ou substitui uma giria, e podemos ter alguém vivendo o mesmo exatamente quando escrevo este comentário. Você deprecia demais seus textos, que são bons sim :P...

    respondendo aqui ao comentário que me fez: eu tenho um irmão, mas ele é mais velho, já casado, e absolutamente desorganizado e não muito comprometido com essa [minha] ideia de dedicação, heheh... bjo!

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  7. Textos antigos ou recentes, o nível de admiração pelos seus textos não muda. Gosto da dinâmica de certas vezes me identificar com eles, outras ficar refletindo sobre os temas que você escreve, e outras ficar simplesmente surpreendida ou intrigada por um final que eu não previa. O que eu gostei nesse conto foi a mudança de atmosfera. Parecia ser sobre a tristeza e terminou com uma alegria inocente. E a mensagem que eu captei foi a de que "para todo mal, a cura". Dá uma centelhazinha de esperança, ler contos como esse em dias tristes, sabe? Ironicamente, tive um hoje, mas estou melhor agora.

    Ah, e eu sei que a resposta está atrasada, mas sobre o seu comentário no meu post, em relação aos livros da Philippa Gregory: a série de TV "Os Tudors" não tem relação com ela. É que, inevitavelmente, os livros que ela escreveu sobre esse período também foi chamado de Série Tudor, por isso pode confundir. As produções que foram baseadas nos livros da Philippa foram o filme "The Other Boleyn Girl" e a minissérie "The White Queen". Desculpe a confusão. :)

    Beijinhos.

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