De passagem n°2

      Num futuro distante, uma agência desconhecida faz experimentos com o curso do planeta, manipulando a história através da viagem no tempo. Para tal experimento, liberaram uma criminosa perigosa sentenciada a morte. Essa é a história de Emi, uma mulher sentenciada a viajar por diferentes épocas”




         Pessoas amontoadas, próximas de um edifício. Alguns policiais falam com um homem no topo do prédio. Ele grita que vai pular. Se entrega. O povo se assusta, acreditando no pior. Algo segura o homem, o impedindo de cair. Surpreendido, o suicida olha sua salvadora numa roupa negra apertada. Ela dá alguns conselhos para ele e o homem desiste. Quando ia agradecer, a moça o interrompeu. “Não precisa agradecer.

          "Nada é o que parece”, falou a moça e saiu. Vagou com sua moto pela cidade, procurando o próximo objetivo. Tira a bola de uma criança sem mais nem menos, e se posiciona numa avenida. Lança-a, acertando um dos carros, que derrapa e bate num poste. O motorista morre na hora. Algumas pessoas olham para a culpada do acidente. Ela não dá a mínima e segue seu caminho. Dá uma parada para colocar mais combustível na moto. Um frentista tenta uma cantada, que é respondida com um palavrão e uma acelerada brusca do veículo.

         Parou em outro edifício. Pulou as grades, chamando a atenção do porteiro. A motoqueira o nocauteou e subiu até o quinto andar. Arrombou a porta. Matou a moradora e levou seu bebê. Deixou-o na porta de uma casa em outra cidade. Estacionou a moto e apertou um dos botões do cinturão. Uma voz saiu da fivela vermelha que piscava.

– Emi?

– Oi senhor pervertido. O que mudou por aí?

– Bem... O suicida se tornou um dos maiores ambientalistas da história. O motorista, morto num acidente, agora não se tornará um assassino serial. A menina recebeu ótimos cuidados da família nova e tornou-se uma advogada renomada. Resultados realmente interessantes.

– Vocês não tem medo do que isso tudo pode causar?

– Enquanto nós estivermos protegidos pelo campo, e você pelo cinturão, nada do que ocorrer nos afetará.

– Enquanto o campo estiver ativo e eu utilizar o cinto.

– Ainda assim, se chegar a ocorrer alguma coisa, basta voltarmos e consertarmos tudo.

– E se encontrar eu mesma fazendo uma missão durante esse “concerto”.

– Não vai. O objetivo do campo é tirar nossa conexão com o tempo em que estamos presentes, criando uma dimensão diferente dentro de outra. Como um cômodo envidraçado que, apesar de ser um ambiente interno, pode ser visto claramente de fora. Portanto, por mais que você tome ações que mudem o futuro, sua presença não será gravada, apenas os resultados. A partir do momento em que você deixa aquele tempo específico é como se nunca tivesse aparecido por lá.

– E ao que percebo, vocês não se importam com as vidas que se sacrificarem nesses experimentos.

– Estamos apenas tentando construir um mundo melhor. Se para isso algumas pessoas precisam deixar de existir, que seja...

– E eu que sou a assassina perigosa...

– Chega de papo... Agora precisamos de você no século XVI.

– Tá bem... Não tenho escolha mesmo.




Comentários

  1. E não é que teve uma continuação? E ficou ainda melhor que a primeira parte, sendo que eu nem preciso dizer que a ideia do campo é ótima.

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  2. Uau, nunca li algo assim relacionado ao tempo! Eu simplesmente estou adorando! ^^

    http://acessopermitidoblog.blogspot.com.br/

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  3. Você falou que era uma mistura de Doctor Who e Kamen Rider. Mas, eu vi influência de Fringe aqui.
    E voltamos aos diálogos com travessões,heim? Eu já falei antes, esses travessões dão a impressão de roteiro teatral/fílmico.

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    1. Eu não disse que ia sair dos diálogos com travessões, disse que ia tentar fazer algo variado pra não ficar só nisso...

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    2. Foi só uma observação :)

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    3. Eu amo esses diálogos, muita narrativa fica chato, o melhor é ação e muita conversa, faz a gente descobrir mais sobre os personagens ^^ Esta muito interessante!!!

      Beijos

      meninasapeca-ms.blogspot.com

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  4. Adorei a continuação, ficou muito boa :) adorei! beijinhos

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  5. O que será que ela vai aprontar no século XVI? >.<


    @wendyelmb
    http://tecido-doce.blogspot.com/
    http://cerejadeneve.com/

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  6. Bah que massa essa história...
    tô curiosa pra ver o que ela
    vai mudar no século XVI! Beijos :)

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  7. Adorei,adorei ;] fiquei curiosa ;@

    @maisquemerdavei || bymake.blogspot.com

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  8. Amei o conto! Beijos, www.thingsofadreamer.blogspot.com

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  9. nosa kkkk agora me assustou um pouco e a curiosidade me mata ainda rsrs .

    A eu vi a história do Rik Riordan em um site , simplesmente um História enorme sahsuah ai eu tive que ler e resumir e ainda fico grande .rs mais acho que ele contava sua histórias para seu filho mesmo (:

    http://garotoonerd.blogspot.com.br

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  10. Ela possui poderes de tirar a maldade do mundo?


    bjkas

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  11. Oi Felipe!

    Adoro livros que tem o tempo como igrediente rs...
    Essa história promete grandes emoções ^^, vou ficar aguardando a continuação *-*

    bjus

    anereis.

    mydearlibrary | bookreviews • music • culture
    @mydearlibrary

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  12. Vou ficar anciosamente esperando pela continuação..

    Um grande abraço,
    Pedro

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  13. Adorei, adorei, adorei.... também vou ficar esperando pela continuação!!!
    Abraços!

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  14. muito bom sentir teus textos, são muito suaves de se ler, parabéns pelo belo blog, já estou seguindo e voltarei mais vezes, eu escrevo alguns versos e te convido pra fazer uma visita http://joselito-expressoesdaalma.blogspot.com ficaria feliz com a sua visita ao meu humilde espaço e se ele lhe agradar segue lá me sentiria honrado com a sua presença, parabéns por este belo espaço, um forte abraço!!!

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  15. Adorei,está cada dia melhor *-*
    wolftheideia.blogspot.com.br

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  16. Nossa, o texto ficou muito bom! Prendeu bastante a atenção!


    O meu blog está de volta, dá uma olhadinha? ;D
    baci ;*
    infinitedreamsofiza.blogspot.com

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  17. Genial, gostei muito da estória toda, meio distopia, me lembrei do ultimo livro distópico que li. Hm. Muito bom.

    Beijos ><
    Meu outro lado

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  18. Alucinante, adorei esse texto. Fiquei morrendo de medo ou sei lá que sentimento foi esse UAHSUAHSUUAHSUAUHS.

    Tudo Tem Refrão

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  19. Caraka que foda.
    Ela ma pareceu a mulher gato .-.

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  20. Ow, muito legal! História criativa!

    Quando ela salvou o suicida acreditei que fosse do bem, mas depois quando ela começou a matar fiquei confusa, sem saber se ela era do mal ou do bem. Por isso adorei a explicação que veio a seguir explicando o pq de suas ações.. muito legal! Show de bola! Tem continuação né? Daria um ótimo livro!

    Bjão e ótimo feriado!

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  21. Ficou ótima a continuação. Já estou esperando pela próxima parte.

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  22. a continuaçao ficou bem legal , agora quero ver o que acontece no sécuo XVI.

    http://fashiondreams4ever.blogspot.com.br/

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  23. textos futuristicos, acho legal porém não consigo fazer (?)


    @littlepistols
    http://portifoliodasletras.blogspot.com.br/

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  24. Bem, então você acha que eu não sou o cara dos posts? Pelo menos é melhor do que achar que eu sou um escritor famoso escondido por trás da personalidade de um adolescente, que foi a teoria bizarra do Henrique. Mas eu tive que rir dos dois rs
    De qualquer forma, infelizmente, eu sou eu mesmo. E no blog ainda bem mais sincero do que costumo ser normalmente.
    Tentei esperar quarta-feira pra comentar aqui, por que eu nunca comentei em um post seu mesmo, Emilie. A quarta veio, o post não, e eu tive que comentar. Enfim, me avisa quando atualizar.

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