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Mostrando postagens de Abril, 2012

De passagem n°2

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“Num futuro distante, uma agência desconhecida faz experimentos com o curso do planeta, manipulando a história através da viagem no tempo. Para tal experimento, liberaram uma criminosa perigosa sentenciada a morte. Essa é a história de Emi, uma mulher sentenciada a viajar por diferentes épocas”



         Pessoas amontoadas, próximas de um edifício. Alguns policiais falam com um homem no topo do prédio. Ele grita que vai pular. Se entrega. O povo se assusta, acreditando no pior. Algo segura o homem, o impedindo de cair. Surpreendido, o suicida olha sua salvadora numa roupa negra apertada. Ela dá alguns conselhos para ele e o homem desiste. Quando ia agradecer, a moça o interrompeu. “Não precisa agradecer.
          "Nada é o que parece”, falou a moça e saiu. Vagou com sua moto pela cidade, procurando o próximo objetivo. Tira a bola de uma criança sem mais nem menos, e se posiciona numa avenida. Lança-a, acertando um dos carros, que derrapa e bate num poste. O motorista morre na hora.…

O trem da meia-noite

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"Pegou as passagens?" "Não,deixei em casa". Ela o encara com um olhar reprovador. "Brincadeira"."O trem!". Eles sobem. Andreza tinha apenas um arrependimento: ter saído às pressas,sem dizer adeus aos pais. Verdade seja dita, não eram mais crianças.
         "O motorista deve ter errado por um caminho diferente",foi o que pensou ao notar que a vista, lá fora, se transformara do verde das árvores num caminho de flores, erva-gatos? Thiago entregou as passagens. Subiu o olhar para cumprimentar o homem. Mas, ele era um gato. Andreza levanta, dá uma olhada em volta, e percebe. Todos são gatos.
         "Sejam bem-vindos.Essa é uma viagem sem retorno. Espero que tenham se despedido de seus amigos". O gato se curva, e saí. Thiago e Andreza,muito impressionados,não falam uma palavra. Ele segura as mãos da namorada, e os olhos de Andreza se enchem de lágrimas. Estava grávida de três meses. Escondera. Seus pais não aceitariam.

De passagem n°1

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Após vários portões e sistemas de segurança avançados encontra-se uma cela. Uma mulher albina, sentada, aguardando o dia de sua execução. Guardas robôs a vigiando do lado de fora da cela, sem tirar os olhos da prisioneira. Os seguranças então abrem a cela e levam a moça, que não entendia tal atitude. Eles a levaram até uma sala com uma mesa e cadeiras. Um homem de terno e bem penteado deu uma ordem aos robôs, que trancaram a porta.
– Sente-se,Emi. - falou o homem, sentando-se.
– E quem é você? - senta.
– Eu não sou ninguém. Eu não existo, e essa nossa reunião não está acontecendo.

– Ah sim... Então você é desses agentes secretos que não podem falar nada pra ninguém.

– Não exatamente. Digamos que eu venho de uma agência que faz diversos estudos científicos e estamos interessados em suas habilidades.
– Vocês querem é alguém que não tem nada a perder e que ninguém sentirá falta. O meu caso... - pondo os pés na mesa.
– De qualquer forma, a escolha não é sua. Digamos que é uma nova sentença.

Imprecisão

Ela balançava o lápis. Mordia os lábios. Tentava pensar em que lugar deixara a sua motivação. Não queria admitir que perdera o tino. Não. Isso nunca. A única coisa na qual poderia se considerar “boa”. (Ainda que “boa” significasse “mais ou menos”).Não. A derrota era só uma possibilidade longínqua. Uma ilusão, neurose de pessoas que são perseguidas por fantasmas.
        O suor escorria de seu rosto preocupado. Seria capaz de escrever devidamente? A probabilidade se contornava com o tempo. Ela cria relevo, forma uma obsessão. Requer uma busca. Já que a perdi, como proceder depois...? A confusão de sua mente a fazia vacilar. Estaria tudo perdido? E se perdido estivesse, onde a encontraria?

A Diva

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Um cemitério. Cenário  perfeito para se iniciar uma típica história de terror. Provavelmente você espera que apareça algum fantasma, zumbi, ou no mínimo um psicopata sanguinário. Mas não. Sem seres transformando-se ao luar ou criaturas sedentas voando em longas capas negras. Pelo contrário, vemos um homem nesse lugar. Alinhado. Um tanto tímido. Limpa o óculos e termina de subir o morro.
              Analisa uma lápide. Começa a cavar. Quanto mais chegava ao fundo, parecia animar-se mais, como um pirata procurando um baú de tesouro. Colide com o caixão. Destampa, revelando uma moça pálida deitada dentro da grande caixa. Os olhos do sujeito brilham. Ele se ajoelha sobre o cadáver, acariciando seu corpo. Despiu a moça e apoiou a cabeça em seus seios gelados, excitado. Levantou e voltou ao trabalho, carregando o corpo. Não deixava de se deliciar com o contato ao carregá-la. Ainda assim tentou se focar, colocando o corpo nu dentro do furgão. Ninguém percebeu sua presença. Sua mente ansi…

[New Earth] Episódio 8

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As luzes se expandiam a medida que caminhávamos em direção à nave. Por fora, uma lataria qualquer. Dentro, o conforto de uma casa familiar. ... - Cara, tive um sonho estranhão ontem à noite. ... A tripulação é formada por veteranos de guerra. Todos tendo por volta de quarenta anos. Homens fortes e de bom tino. ... - Isso só pode ser mau agouro. - Sei lá, foi meio apocalíptico. ... Ao chegarmos a Terra, notamos que uma espessa nuvem negra pairava sob a atmosfera. Não podíamos observar nada além do horizonte poluído. Um vulto caminhava por entre as plantações. No que julgamos ser, um humano usando uma manta preta. ... - O que? Mau agouro? Deixa de ser supersticioso! ... O homem apontava para a nave e nos encarava. O olhar lançado fora tão intenso que nos assustamos. Sua pele era de tal modo escura, que dele só podíamos distinguir os olhos. ••●
Imagem:  Um vulto no caminho-parte II por Nuno Sampaio

O Aprendiz de Blogueiro

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YOOOOOOOOOO \o Como vão vocês? ^^
    Enfim, me apresentando. Felipe Rossi, fotógrafo, escritor, pintor (também desenho um pouco) e filho postiço da Emilie ^^ Anyways, estou aqui para avisar que a partir de hoje faço parte do blog e, naturalmente, postarei aqui. 
     Meu material principal são contos, mas talvez eu poste coisas diferentes. Talvez algum trabalho fotográfico (não que eu seja profissional .-.) ou algum papo qualquer (momento Emilie). Meus contos? Bem, eu costumo sempre lambuzar o monitor de sangue e espalhar umas camisas de força na janela, mas não é a única coisa que eu faço. Se quiser fazer algo mais leve (Defina leve), eu consigo. 
      Sobre a fotografia, gosto mais de fotojornalismo. Sair na rua, registrar tudo e documentar. Não me sinto confortável trabalhando com modelos, então, moda nem rola. Publicidade é até simples pois você não precisa lidar com o temperamento de uma garrafa de refrigerante de limão levemente gaseificado. Ainda assim, tudo é referência para mi…

A Sombra (Parte final)

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Recapitulando:Parte 1:O homem vê a sombra no quarto da mulher, e foge. Parte 2: O homem decide voltar. Parte 3: Ele encontra a sombra e eles tem uma conversa.
A casa era muito antiga. Nunca me ocorreu que fosse amaldiçoada. "Os restos mortais do meu corpo estavam no jarro em cima da lareira". Minha memória foi ativada para o dia em que decidimos arrumar a casa. Foi ideia da mulher. Juntamos os velhos objetos e os guardamos no sótão. Havia um vaso com pintura chinesa. Muito bonito. A mulher o quis.Mas,encontrou areia dentro dele. Sem pensar duas vezes, jogou a 'terra' no jardim. Novamente, o medo assumiu o controle da minha frágil estrutura.
Na minha infância, meus pais costumavam contar a lenda de um homem que havia matado a mulher e as filhas. Ele morava naquela casa. O espirito dele vagara assombrando os moradores. Até o dia em que um antigo sacerdote executara um rito de selamento. Ele estivera preso junto com as suas cinzas.
"O que você quer?" "Que…